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A quem ler, os textos foram postados aqui, nesta página, com o objetivo de discutir e tornar de conhecimento, o que acredito ser necessário ser do conhecimento. Contribua, comente, critique, faça alguma coisa, mas faça.

PRA COMEÇAR

Só para começar, ou melhor terminar, o seu primeiro pleito o nosso Digníssimo Governando eleito, W. M. fechas as gavetas da fazenda e não libera nada pra ninguém. Nenhuma secretaria ou orgão pode emitir pagamentos, os tais terceírizados demitidos assim que ele assumiu o cargo de Governador com a saída de W.D. foram em fim postos para fora como era seu desejo. O que nos leva a crer a necessidade que ele tinha/tem dessas pessoas em seu quadro de funcionários, haja visto que da primeira vez houve readimissão pelas proximidades das eleições e consequentemente pela intenção de se eleger Governador do Estado. W.M. não podia ficar sem mais de 5 mil votos, agora já esta com o dele garantido, grosseiramente falando, antes mesmo de começar seu novo pleito já mostrou ao que veio, primeiro: negou verba destinada ao Grupo Harém de Teatro, para realização de um importante Festival de Teatro para o país, fazendo pouco caso do Festival e do Grupo, consequentemente da cultura para o Estado, lembrando que o mesmo Grupo Harém demonstrou na campanha apoio e apreço a sua candidatura. E agora simplesmente resolve enxugar a folha do Estado colocando na rua aqueles que lhe foram tão importante nas eleições os mais de 5 mil eleitores que ele readimitil fazendo-se passar por compreensivo e deixa todo mundo as vésperas das festas de fim de ano na maior segurança do que nos aguarda o ano que vem.

Pensando bem, limpando esses terceirizados agora, ao mondar o secretariado para seu novo pleito, todos terão vagas para os seus. Não se pode negar que a artimanha politica no nosso Estado pensa mais em si do que nos outros.

BID LIMA PARA PRESIDENTE

Zsdn3fiUm alvoroço de primeira criado em Teresina pelos nomes que faltavam para preencherem certas funções para o pleito de 2011/2014 de Wilson Martins. Mas o melhor mesmo e também o mais esperado foi, sem duvida o nome de Bid Lima, atriz, figurinista, produtora, formada em artes plásticas pela UFPI, que trabalhou em vários projetos desde o inicio de sua carreira, a 13 anos, onde ela ousadamente arregaçou as mangas e não parou por nada de ser uma artista.

A FUNDAC terá com certeza uma presidente compromissada com arte em todas as vertentes pois Bid Lima sempre transitou por elas de forma competente e talentosa.

Agora vai mostrar que sabe com maestria de artista orquestrar mais uma fase em sua carreira de grandes sucessos.

Luciano Brandão

Deixem a atriz trabalhar

Por Eugênio Rego

Nessa semana me pediram que comentasse a indicação da atriz Bid Lima para a presidência da Fundação Cultural do Piauí. Confesso que ao saber do fato fui surpreendido, como dezenas de outras pessoas. Enquanto aguardava-se uma escolha estratégica, o deputado reeleito Fábio Novo (PT), a quem cabia indicar o cargo, optou por valorizar o currículo da artista – uma das melhores e mais competentes de sua geração.

O nome de Bid Lima para ocupar o cargo que foi por oito anos de Sônia Terra causou a comotion esperada. Insatisfeitos e afeitos saíram no ataque e na defesa, sendo que esta última ganhou em disparada; isso já mostra que a atriz conta com muitos apoiadores no meio cultural – ela é o que os antigos colunistas sociais chamavam de “pessoa que transita de A a Z”, ou seja, vai favela ao Metropolitan Hotel com a mesma desenvoltura e graça.

Conheço a atriz há bastante tempo e posso afirmar que ela é talentosa (tem uma verve cômica incrível), engajada, dedicada e, mais importante, conhece os interstícios da produção cultural devido a uma vivência profunda e ativa no meio. A quem a ataca sem conhecimento de causa e a defende cegamente, pediria que não fossem nem tanto ao mar nem tanto ao vento…

Mas a pergunta é: o currículo de Bid Lima a credencia para exercer um cargo importante como a presidência da Fundac? A história recente da gestão cultural no Brasil nos mostra que ter um artista à frente de um órgão representativo do segmento não é garantia de sucesso.

Como exemplo, citamos a gestão do ator Celso Frateschi na Funarte. Celso ocupou o cargo entre 2007 e 2008 e pediu demissão depois de enfrentar uma série de críticas sobre sua condução de um dos mais importantes órgãos do MinC.

Gilberto Gil também enfrentou muita oposição durante os anos em que esteve à frente do Ministério da Cultura. Os que lhe jogavam pedras, inclusive, eram grande nomes da cultura brasileira, entre eles o amigo de Tropicália Caetano Veloso. Antes de abdicar do cargo, Gil foi acusado até de abandonar o MinC para dedicar-se a um CD recém-lançado. No final, sua gestão foi avaliada como “razoável”.

Antes mesmo de ser empossada como ministra da Cultura do governo Dilma, a compositora Ana de Holanda tem tidoa seu currículo atacado e recebeu pecha de “artista apagada” e ainda questionam sua indicação. Se currículo artístico pesasse tanto na escolha por que não convidaram Fernanda Montenegro para presidir o MinC então? Artista não é gestor, mas, como qualquer um que tenha interesse, conhecimento e compromisso com a coisa pública pode obter muitos aplausos.

É claro que a escolha de Bid Lima chocou mais talvez porque ela é jovem e não tem experiência em gestão pública do que por seu conhecimento do que é e como se faz cultura. Não estar ligada ao “partido” soou também como uma ofensa. Por outro lado, seu currículo é inquestionável e, portanto, a capacita para exercer qualquer cargo público da área cultural.

Se a atriz será uma boa gestora e conseguirá tornar a Fundac um órgão mais representativo principalmente entre a própria classe artística piauiense, só o tempo dirá. A composição de sua equipe também contará muito para os resultados. É preciso lembrar que só se aprende jogar jogando e, nesse caso, vale fazer uma paródia da música de Lázaro do Piauí como um voto de confiança: deixem a moça trabalhar.

Sobre ida de Bid Lima para Fundac: uma Crítica

Por Francisco Magalhães


Bid Lima e Fábio Novo:
pré-conceito e Intolerância

Recebi muitos/vários/diversos/inúmeros/nem sei quantos imeios e telefonemas solicitando que eu criticasse a ida da atriz Bid Lima para a presidência da Fundação Cultural do Piauí.
Olha, lembrei-me de quando João Cláudio Moreno foi indicado presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves: choveram críticas de pseudo-intelectuais e semi-artistas sem nenhum talento (muito menos para assistir o sucesso de quem quer que seja…).
Calem as matracas! Deixem a moça assumir, mostrar serviço, desenvolver projetos, mostrar a que veio. Só depois, vocês passem a terçar armas contra ou, se for caso – já pensaram nessa possibilidade? – bater palmas, aplaudindo as ações desenvolvidas.

Eu assisto às peças, filmes, performances, shows musicais e de dança dos artistas piauienses e raramente vejo tais criaturas nesses locais. Por que será, hein, deputado Fábio Novo?
Vai lá, Bid, e lima essas línguas de trapo, esses engenheiros de obra pronta, essas cascavéis de gaveta, esses ressentidos de botiquim, essa gentalha sempre do contra.

 


Quem é socorrinha?

por maneco nascimento


”Tenho visto tanta coisa
Nesse mundo de meu Deus
Coisas que prum cearense
Não existe explicação
Qualquer pinguinho de chuva
Fazer uma inundação
Moça se vestir de cobra
E dizer que é distração (…)”
(No Ceará Não Tem Disso Não/Luíz Gonzaga)

Como diz o poeta popular em sua realeza bem empreendida na manifestação do baião brasileiro, há coisas que espantam pela novidade. Já há outras que na aparência pálida espantam pela falta de melhor apresentação de existência prática na sociedade equilibrada.

Sobre a segunda possibilidade de espanto, algo que tem causado espécie nos últimos dois dias em Teresina foi a indicação de uma atriz da cidade para a pasta da Fundação Cultural do Estado – Fundac, “Bid Lima é indicada para presidência da Fundac com aval de Fábio Novo” (Flash Yala Sena – yalasena@cidadeverde.com/04/01/11, às 14h.15m).

No mesmo portal, com nova postagem às 17h.17m, do mesmo dia 04 de janeiro de 2011, o lide traz a informação de que “ Setores do PT reclamam da indicação de Bid Lima para Fundac” e no sub-lide “Socorrinha do PT ameaça realizar movimento contra a nomeação da atriz para presidir fundação.”

No dito popular, “bucha de canhão”, “boi de piranha” ou “pau mandado” seriam algumas das classificações dadas a quem pareça virar moleque de recados dos com pouca coragem em apresentar-se para contra argumentar sobre algo que não pareça “agradar” a interesses privadinhos.

De mais a mais, alguma subtração deveria acontecer na hora de arrumação de cargos e novas diretrizes de governo de outra legenda e, naturalmente, não daria para sustentar tanta gente. Alguns parecem não ter entendido matemática elementar.

Em novas circunstâncias, alguns deverão ceder lugar a outras escolhas porque a máquina avança e novos azeites precisam ser manufaturados e, sem apologia a fisiologismo, deve-se engolir remédio mesmo que amargo, quem sabe para sanar deficiências de passado já velho, porque o mundo urge.

“Essa moça não entende de cultura. Não é porque ela realizou um festival da Rabeca que isso lhe dar crédito para assumir a Fundac. Ela não é filiada ao PT e nem faz parte de qualquer movimento cultural”, disse Socorrinha da Silva. (Flash Yala Sena – yalasena@cidadeverde.com/04/01/11, às 17h17m)

Até essa boa surpresa de nomear uma artista fora da casta petista de cultura inclusiva e fisiológica de esquerda centralizadora, confesso não ter ouvido falar na personagem desse círculo de interesse por manter-se apregado a contracheques, nem saber ainda quem é socorrinha, do PT.

Caso essa polêmica tivesse sido corajosamente encabeçada por alguém do partido com referências e méritos de atuação, especialmente na área da cultura, a estranheza seria menor. Mas por desconhecer-se trabalho realizado pela polêmica integrante do partido, talvez tenha-se que esperar aparecer caciques de militância para dar apoio moral ao discurso, aparentemente inflamado pelo sentimento da roda dos enjeitados”.


Já no contra ataque, artistas fora dos setores culturais do partido manifestam sua disposição em fazer cumprir a democracia da livre escolha de quem apontou Marlenildes Bid Lima para gerir o setor cultural do estado. Franklin Wendel, ator, escritor, jornalista e diretor de teatro também se posiciona em carta aberta lançada à cidade.

“(…) A Nomeação de Bid Lima é uma justiça feita por serviços prestados por mais de 13 anos na cultura piauiense (…) Com um trabalho que atravessa fronteiras, sim, pois ela já representou o Piauí duas vezes em Portugal, Cabo Verde e com convite para turnê européia, e formada em Artes pela Universidade Federal do Piauí, a mesma está ausente de Teresina por estar participando de caravana cultural por lugares onde muitos dos faladores de plantão nem sabem que existe. (Carta Aberta – Franklin Wendel/04 de janeiro de 2011)


Qualquer rumo que possa tomar esse ruído na comunicação dos novos rumos de gestão da cultura estadual, há que se compreender que folhas de pagamento se sana com redefinição de melhorias em gestão e a aposta no novo realinha o jogo para perspectivas fora do dado viciado.

O Novo, talvez já esteja na compreensão desse lance revigorante. Partido talvez fique quem sofra de apego a cargos e contracheques como lagarta à vida mansa de devorar folhas nascidas da natureza confortável.

Espanto ou distração, a sorte está lançada. Ganhe o jogo quem melhor estiver indicado. E, talvez ao final dessa celeuma se acabe descobrindo: que é socorrinha?

Edição: Maneco Nascimento  | Fonte: maneco

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