Archive for janeiro, 2011

31 de janeiro de 2011

Mas é carnaval…

por lnbrandao

Me admira muito o gosto que temos pela alegria.

28 de janeiro de 2011

Bem perto pra todos nós

por lnbrandao

180304_149957248392572_100001348939484_239286_2300312_nEstreou hoje no Cinearte A Barraca – Lisboa/PT a peça CLOSER de Patrick Marber e encenação de João Branco, a peça eu não vi claro, não estava lá em corpo presente, mas podem ter certeza meus pensamentos era todos voltados para essa estreia, não por que adoro a peça que ate admiro como obra teatral que é, mas por que em especial essa montagem traz no elenco uma atriz muito querida que tem sua estreia internacional. Janaina Alves, forte, precisa, decidida, e todas e quais quer qualidades que queiram atribuir a uma boa atriz. Se uma geração é dada de 60 a 10 anos, então podemos dizer que ela é a representante da nova geração de atrizes da cena piauiense. 68226_137715286283435_100001348939484_177052_7741985_n

168060_149957161725914_100001348939484_239282_4170165_nSei, sou suspeito em elogia-lá. Mais e dai. Quem não é? Se ao reconhecermos o brilho do ouro, o doce da vida, o sorriso no olho, o céu sobre o azul, somos suspeitos o que diria de assumir (admitir) que ela foi, é e será uma atriz de mão cheia.

 

Vejam:

PARA VER FOTOS DO ESPETÁCULO CLIQUEM AQUI:

CLOSER NO FACEBOOK

Parabenizo a todos que fizeram parte desse projeto e desejo vida longa ao espetáculo. Sucessos !!!

Localização
Cinearte A Barraca e Teatro Extremo (Almada)

Criado por

João Branco


Mais informações
Closer
Ficha Artística
Autor
Patrick Marber
Tradução
João Lourenço e Vera Sampayo
Encenação
João Branco
Interpretação
Francisca Lima
Janaina Alves
Karas
Sérgio Grilo
Cenografia
Cláudia Lopes Costa
Sonoplastia
José Prata
Figurinos
Dora Luís
Produção
Nuno Ricou Salgado
Apoios
A Barraca, Teatro Extremo, SP Televisão, RDP África
Apresentações
Cinearte A Barraca (Santos, Lisboa)
Dias 27, 28 e 29 de Janeiro, 21:00 horas
Dia 30 de Janeiro, 16:00 horas
Teatro Extremo (Almada)
Dias 05 e 06 de Fevereiro, 21:30 horas

26 de janeiro de 2011

Oficina de Teatro

por lnbrandao

“OFICINA DE TEATRO NAS FÉRIAS”,  com Luciano Brandão no período de 31 a 04 de fevereiro, duas turmas, nos horários de 09hs ás 12hs. e de 15h às 18h, as inscrições podem ser feitas no Espaço Trilhos no Teatro Estação (Ponto de Cultura nos Trilhos do Teatro) e tem vagas limitadas em 25 alunos. è uma promoção do Grupo Harém de Teatro.  A oficina é para iniciantes e tem publico alvo na faixa etária a partir de 14 anos. Mais informações pelos  telefones 3223. 2325 / 8808.8275.

26 de janeiro de 2011

GRUPO HARÉM TEATRO REALIZA OFICINAS DO PRÊMIO INTERAÇÕES ESTÉTICAS " PROJETO: AINDA HÁ VAGALUMES LÁ FORA"

por lnbrandao

O Projeto “Ainda Há Vagalumes Lá Fora” em parceria com o Ponto de Cultura “Nos Trilhos do Teatro” abre seleção pública para interessados em participar das oficinas de teatro, ministradas pela atriz Juliana Grave (Corpo e Voz), Lucas Valadares (Dramaturgia e Poesia) e de Cinema, ministrada pelo diretor e roteirista Edgard Navarro. As oficinas serão gratuitas e se realizarão em períodos alternados do dia 22/02/2011 a 05/03/2011. A seleção acontecerá no espaço cultural Trilhos, sede do ponto de cultura Nos Trilhos do Teatro, situada na Avenida Miguel Rosa, n-3.003, estação ferroviária, no dia 28/01/2011 a partir das 08h.

Maiores informações 3223-2325/9406-2842.

Esta iniciativa integra o Prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2010, e conta com o apoio da Funarte – Fundação Nacional das Artes, Secretaria de Cidadania Cultural, Ministério da Cultura, Programa Mais Cultura e do Programa Cultura Viva.

26 de janeiro de 2011

Precisa-se – Clarice Lispector

por lnbrandao
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Sendo este um jornal por excelência,
e por excelência dos precisa-se e oferece-se,
vou por um anuncio em negrito:

Precisa-se de alguém homem ou mulher
que ajude uma pessoa a ficar contente
porque esta está tão contente que não
pode ficar sozinha com a alegria,
e precisa reparti-la.

Paga-se extraordinariamente bem:
minuto por minuto paga-se
com a própria alegria.

É urgente pois a alegria dessa pessoa
é fugaz como estrelas cadentes,
que até parece que só se as viu depois que tombaram;
precisa-se urgente antes da noite cair
porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possí­vel e fica tarde demais.

Essa pessoa que atenda ao anúncio
só tem folga depois que passa
o horror do domingo que fere.

Não faz mal que venha uma pessoa
triste porque a alegria que se dá
é tão grande que se tem que a repartir
antes que se transforme em drama.

Implora-se também que venha,
implora-se com a humildade da
alegria-sem-motivo.

Em troca oferece-se também uma
casa com todas as luzes acesas
como numa festa de bailarinos.

Dá-se o direito de dispor da copa
e da cozinha, e da sala de estar.

P.S. Não se precisa de prática.
E se pede desculpa por estar num
anúncio a dilacerar os outros.

Mas juro que há em meu rosto sério
uma alegria até mesmo divina para dar.

C.L.

21 de janeiro de 2011

Zeitgeist

por lnbrandao

Tela Árvore EstilizadaBill Hicks costumava terminar seus espetáculos assim:
“A vida é como uma viagem num carrossel, e quando lá vais pensas que é real por causa do poder das nossas mentes. A viagem sobe, desce, anda às voltas, tem emoções fortes, brilhantes e coloridas, há muito barulho e é divertido um bocado. Alguns já andam nessa viagem há algum tempo e começam a se questionar: Será isto real? Ou isto é apenas uma viagem?
As outras pessoas lembram-se, viram-se para nós e dizem: Hey, não se preocupem, não tenham medo, isto é só uma voltinha. E matamos essas pessoas. Calem-no! Eu investi imenso nesta viagem, calem-no! Olhem para a minha cara de chateado, olha para a minha conta bancária e a minha família, isto tem que ser real!
É só uma voltinha. Mas matamos sempre aquelas boas pessoas que tentam nos dizer isso, já repararam? E deixamo-nos entregar à bicharada… Mas não importa, porque é só uma viagem e podemos alterá-la sempre que quisermos. Nenhum esforço, nenhum trabalho, nenhum emprego, nenhuma poupança de dinheiro, apenas uma escolha agora mesmo, entre medo e amor.

A revolução é agora.

Para ver o filme na íntegra, com legandas em português, clique em Zeitgeist.

19 de janeiro de 2011

Tenho tudo, que me leva ao Nada

por lnbrandao

“Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ouDesenho esperança.Mas só fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada.”

11 de janeiro de 2011

Quem é socorrinha?

por lnbrandao

por maneco nascimento


”Tenho visto tanta coisa
Nesse mundo de meu Deus
Coisas que prum cearense
Não existe explicação
Qualquer pinguinho de chuva
Fazer uma inundação
Moça se vestir de cobra
E dizer que é distração (…)”
(No Ceará Não Tem Disso Não/Luíz Gonzaga)

Como diz o poeta popular em sua realeza bem empreendida na manifestação do baião brasileiro, há coisas que espantam pela novidade. Já há outras que na aparência pálida espantam pela falta de melhor apresentação de existência prática na sociedade equilibrada.

Sobre a segunda possibilidade de espanto, algo que tem causado espécie nos últimos dois dias em Teresina foi a indicação de uma atriz da cidade para a pasta da Fundação Cultural do Estado – Fundac, “Bid Lima é indicada para presidência da Fundac com aval de Fábio Novo” (Flash Yala Sena – yalasena@cidadeverde.com/04/01/11, às 14h.15m).

No mesmo portal, com nova postagem às 17h.17m, do mesmo dia 04 de janeiro de 2011, o lide traz a informação de que “ Setores do PT reclamam da indicação de Bid Lima para Fundac” e no sub-lide “Socorrinha do PT ameaça realizar movimento contra a nomeação da atriz para presidir fundação.”

No dito popular, “bucha de canhão”, “boi de piranha” ou “pau mandado” seriam algumas das classificações dadas a quem pareça virar moleque de recados dos com pouca coragem em apresentar-se para contra argumentar sobre algo que não pareça “agradar” a interesses privadinhos.

De mais a mais, alguma subtração deveria acontecer na hora de arrumação de cargos e novas diretrizes de governo de outra legenda e, naturalmente, não daria para sustentar tanta gente. Alguns parecem não ter entendido matemática elementar.

Em novas circunstâncias, alguns deverão ceder lugar a outras escolhas porque a máquina avança e novos azeites precisam ser manufaturados e, sem apologia a fisiologismo, deve-se engolir remédio mesmo que amargo, quem sabe para sanar deficiências de passado já velho, porque o mundo urge.

“Essa moça não entende de cultura. Não é porque ela realizou um festival da Rabeca que isso lhe dar crédito para assumir a Fundac. Ela não é filiada ao PT e nem faz parte de qualquer movimento cultural”, disse Socorrinha da Silva. (Flash Yala Sena – yalasena@cidadeverde.com/04/01/11, às 17h17m)

Até essa boa surpresa de nomear uma artista fora da casta petista de cultura inclusiva e fisiológica de esquerda centralizadora, confesso não ter ouvido falar na personagem desse círculo de interesse por manter-se apregado a contracheques, nem saber ainda quem é socorrinha, do PT.

Caso essa polêmica tivesse sido corajosamente encabeçada por alguém do partido com referências e méritos de atuação, especialmente na área da cultura, a estranheza seria menor. Mas por desconhecer-se trabalho realizado pela polêmica integrante do partido, talvez tenha-se que esperar aparecer caciques de militância para dar apoio moral ao discurso, aparentemente inflamado pelo sentimento da roda dos enjeitados”.


Já no contra ataque, artistas fora dos setores culturais do partido manifestam sua disposição em fazer cumprir a democracia da livre escolha de quem apontou Marlenildes Bid Lima para gerir o setor cultural do estado. Franklin Wendel, ator, escritor, jornalista e diretor de teatro também se posiciona em carta aberta lançada à cidade.

“(…) A Nomeação de Bid Lima é uma justiça feita por serviços prestados por mais de 13 anos na cultura piauiense (…) Com um trabalho que atravessa fronteiras, sim, pois ela já representou o Piauí duas vezes em Portugal, Cabo Verde e com convite para turnê européia, e formada em Artes pela Universidade Federal do Piauí, a mesma está ausente de Teresina por estar participando de caravana cultural por lugares onde muitos dos faladores de plantão nem sabem que existe. (Carta Aberta – Franklin Wendel/04 de janeiro de 2011)


Qualquer rumo que possa tomar esse ruído na comunicação dos novos rumos de gestão da cultura estadual, há que se compreender que folhas de pagamento se sana com redefinição de melhorias em gestão e a aposta no novo realinha o jogo para perspectivas fora do dado viciado.

O Novo, talvez já esteja na compreensão desse lance revigorante. Partido talvez fique quem sofra de apego a cargos e contracheques como lagarta à vida mansa de devorar folhas nascidas da natureza confortável.

Espanto ou distração, a sorte está lançada. Ganhe o jogo quem melhor estiver indicado. E, talvez ao final dessa celeuma se acabe descobrindo: que é socorrinha?

Edição: Maneco Nascimento  | Fonte: maneco

10 de janeiro de 2011

Criaturas que o mundo esqueceu…

por lnbrandao

Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras. Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. Não foi. Então me sinto protagonista de um filme chamado Criaturas que o mundo esqueceu.

C. F. A. in “Cartas”

5 de janeiro de 2011

Bid Lima para presidente

por lnbrandao

Zsdn3fiUm alvoroço de primeira criado em Teresina pelos nomes que faltavam para preencherem certas funções para o pleito de 2011/2014 de Wilson Martins. Mas o melhor mesmo e também o mais esperado foi, sem duvida o nome de Bid Lima, atriz, figurinista, produtora, formada em artes plásticas pela UFPI, que trabalhou em vários projetos desde o inicio de sua carreira, a 13 anos, onde ela ousadamente arregaçou as mangas e não parou por nada de ser uma artista.

A FUNDAC terá com certeza uma presidente compromissada com arte em todas as vertentes pois Bid Lima sempre transitou por elas de forma competente e talentosa.

Agora vai mostrar que sabe com maestria de artista orquestrar mais uma fase em sua carreira de grandes sucessos.

Luciano Brandão

Deixem a atriz trabalhar

Por Eugênio Rego

Nessa semana me pediram que comentasse a indicação da atriz Bid Lima para a presidência da Fundação Cultural do Piauí. Confesso que ao saber do fato fui surpreendido, como dezenas de outras pessoas. Enquanto aguardava-se uma escolha estratégica, o deputado reeleito Fábio Novo (PT), a quem cabia indicar o cargo, optou por valorizar o currículo da artista – uma das melhores e mais competentes de sua geração.

O nome de Bid Lima para ocupar o cargo que foi por oito anos de Sônia Terra causou a comotion esperada. Insatisfeitos e afeitos saíram no ataque e na defesa, sendo que esta última ganhou em disparada; isso já mostra que a atriz conta com muitos apoiadores no meio cultural – ela é o que os antigos colunistas sociais chamavam de “pessoa que transita de A a Z”, ou seja, vai favela ao Metropolitan Hotel com a mesma desenvoltura e graça.

Conheço a atriz há bastante tempo e posso afirmar que ela é talentosa (tem uma verve cômica incrível), engajada, dedicada e, mais importante, conhece os interstícios da produção cultural devido a uma vivência profunda e ativa no meio. A quem a ataca sem conhecimento de causa e a defende cegamente, pediria que não fossem nem tanto ao mar nem tanto ao vento…

Mas a pergunta é: o currículo de Bid Lima a credencia para exercer um cargo importante como a presidência da Fundac? A história recente da gestão cultural no Brasil nos mostra que ter um artista à frente de um órgão representativo do segmento não é garantia de sucesso.

Como exemplo, citamos a gestão do ator Celso Frateschi na Funarte. Celso ocupou o cargo entre 2007 e 2008 e pediu demissão depois de enfrentar uma série de críticas sobre sua condução de um dos mais importantes órgãos do MinC.

Gilberto Gil também enfrentou muita oposição durante os anos em que esteve à frente do Ministério da Cultura. Os que lhe jogavam pedras, inclusive, eram grande nomes da cultura brasileira, entre eles o amigo de Tropicália Caetano Veloso. Antes de abdicar do cargo, Gil foi acusado até de abandonar o MinC para dedicar-se a um CD recém-lançado. No final, sua gestão foi avaliada como “razoável”.

Antes mesmo de ser empossada como ministra da Cultura do governo Dilma, a compositora Ana de Holanda tem tidoa  seu currículo atacado e recebeu pecha de “artista apagada” e ainda questionam sua indicação. Se currículo artístico pesasse tanto na escolha por que não convidaram Fernanda Montenegro para presidir o MinC então? Artista não é gestor, mas, como qualquer um que tenha interesse, conhecimento e compromisso com a coisa pública pode obter muitos aplausos.

É claro que a escolha de Bid Lima chocou mais talvez porque ela é jovem e não tem experiência em gestão pública do que por seu conhecimento do que é e como se faz cultura. Não estar ligada ao “partido” soou também como uma ofensa. Por outro lado, seu currículo é inquestionável e, portanto, a capacita para exercer qualquer cargo público da área cultural.

Se a atriz será uma boa gestora e conseguirá tornar a Fundac um órgão mais representativo principalmente entre a própria classe artística piauiense, só o tempo dirá. A composição de sua equipe também contará muito para os resultados. É preciso lembrar que só se aprende jogar jogando e, nesse caso, vale fazer uma paródia da música de Lázaro do Piauí como um voto de confiança: deixem a moça trabalhar.

Sobre ida de Bid Lima para Fundac: uma Crítica

Por Francisco Magalhães


Bid Lima e Fábio Novo:
pré-conceito  e Intolerância

Recebi muitos/vários/diversos/inúmeros/nem sei quantos imeios e telefonemas solicitando que eu criticasse a ida da atriz Bid Lima para a presidência da Fundação Cultural do Piauí.
Olha, lembrei-me de quando João Cláudio Moreno foi indicado presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves: choveram críticas de pseudo-intelectuais e semi-artistas sem nenhum talento (muito menos para assistir o sucesso de quem quer que seja…).
Calem as matracas! Deixem a moça assumir, mostrar serviço, desenvolver projetos, mostrar a que veio. Só depois, vocês passem a terçar armas contra ou, se for caso – já pensaram nessa possibilidade? – bater palmas, aplaudindo as ações desenvolvidas.

Eu assisto às peças, filmes, performances, shows musicais e de dança dos artistas piauienses e raramente vejo tais criaturas nesses locais. Por que será, hein, deputado Fábio Novo?
Vai lá, Bid, e lima essas línguas de trapo, esses engenheiros de obra pronta, essas cascavéis de gaveta, esses ressentidos de botiquim, essa gentalha sempre do contra.

4 de janeiro de 2011

RENT

por lnbrandao

Assistí ao musical “RENT – OS Boêmios” é um verdadeiro espetáculo. Retrata a década de 80, mas é um típico musical pós 2001, o filme também esta muito bom, passeado no musical, claro.

A história é comovente e nos faz pensar quem somos e o verdadeiro valor do que fazemos, (Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos / Como se mede um ano de uma vida?) em verdade gosto de tudo que não vem mascarado, que não tem um véu sobre o assunto. Vivemos tempos de discussões que podem nos levar a melhorar tudo ou não. Já que somos geração-pós-nossos-pais, conhecemos as drogas de outras formas. Eles lutaram por “paz e amor”, nós conhecemos os efeitos das guerras e fomos punidos com a AIDS pelo amor conquistado. “Vírus do amor”. Eles lutaram para que tudo isso não acontecesse e pagamos o preço. A liberação das drogas em alguns países é realidade, o amor livre já margeia as discussões dentro de casa, embora tudo ainda esteja no inicio. O que me chama mais atenção no RENT, é essa despreocupação preocupada de falar em assuntos que em outros tempos era revolução na certa, se fala abertamente e claro, limpo, direito, sem pieguices ou necessidades de levantar bandeiras.

Se olharmos para o mundo que vivemos hoje, encontraremos tudo o que ali se expõem. É um mundo onde existem pessoas que já nascem infectadas, um mundo onde se quer encontrar alguém para amar, para ser companheiro. RENT me faz pensar que vivo num mundo de verdade, de dores, prazeres, batalhas, perdas, e por que não de amor…

RENT – Os Boêmios

“Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos
Quinhentos e vinte e cinco mil momentos ternos
Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos
Como se mede um ano?
Em crepúsculos, em pores-do-sol, em dozes badaladas, em fins de noite, em xícaras de café, em centímetros, em quilômetros, em riscos, em risos, em brigas, em quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos. Como se mede um ano de uma vida?
Que tal com o amor? Mede-se com amor. Temporadas de amor.
Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos.
Quinhentos e vinte e cinco mil jornadas a planejar.
Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos.
Como se mede a vida de uma mulher ou de um homem?
Em verdades que ela aprendeu? Em vezes que ele chorou? Em pontes que ele queimou? Ou no modo como ela morreu? Agora é hora de cantar, mas a história nunca acaba, vamos comemorar lembrar um ano na vida de amigos, Lembrar do amor, Você tem que lembrar do amor. Você sabe que o amor é um dom dos céus.
Compartilhe amor, dê amor, espalhe amor.
Meça, meça sua vida em amor, Temporadas de amor, Com mil beijos doces.
Que tal medir em amor, temporadas de amor?”

Rent é uma obra de teatro musical, composta por Jonathan Larson. Conta a história de um grupo de amigos que vivem em New York nos anos 80. Aborda alguns temas que marcaram aquela época, como o desemprego, o uso de drogas, a homossexualidade, a liberação sexual e a AIDS.

Vencedor do prêmio Pulitzer com Rent, Jonathan Larson não pode nem gozar do sucesso de sua principal obra, pois faleceu às vésperas da estreia da peça, vítima de uma doença rara, a síndrome de Marfan.

Rent está em cartaz desde 1996 no Nederlander Theatre em New York. Uma particularidade é que em todas as apresentações acontece um sorteio. Os melhores lugares (primeira e segunda filas) são sorteados para os que colocarem o seu nome na urna. Assim até mesmo os menos favorecidos têm uma chance de assistir Rent da primeira fila.

Em 2005 estreou a adaptação para o cinema de Rent, sob a direção de Chris Columbus. Em 2006, para comemorar 10 anos da estreia na Broadway, aconteceram dois eventos: um deles foi uma apresentação beneficente do elenco da montagem original, e outro foi uma apresentação do elenco atual com todos os ingressos a 20 dólares.

Rent o filme, é uma adaptação de 2005 para o cinema estadunidense do musical homônimo da Broadway, que foi baseado no musical, vencedor do Tony Award e do Pulitzer, de Jonathan Larson. É um musical baseado na vida de um grupo de boêmios e de suas lutas com a sexualidade, drogas, vivendo sob a sombra da AIDS, e, claro, pagar seu aluguel. A história se passa na área de East Village, em Nova York, no final de 1980. O filme, dirigido por Chris Columbus, teve seis membros do elenco original da Broadway reprisando seus papéis no cinema.

Rent

Rent – Os Boêmios (BR)

Estados Unidos
2005 •  cor •  135 min

Produção

Direção
Chris Columbus

Roteiro
Musical
Jonathan Larson
Filme
Stephen Chbosky

Elenco original
Anthony Rapp
Adam Pascal
Rosario Dawson
Jesse L. Martin
Wilson Jermaine Heredia
Idina Menzel
Tracie Thoms
Taye Diggs

Género
Musical/Drama

Idioma original
inglês

4 de janeiro de 2011

Receita de Ano Novo

por lnbrandao

OgAAAGNS146i7cEO_rONiQQakyHC5OurV_WDvXdmtRVay22kN91bEXrxZZcs1nFF3BHh8hMC4hxjoHm489l9OCKLT2IAm1T1UPV5hBPbZCLhqDNJfQPMCmk0LzakPara você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Carlos Drumond de Andrade

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